Facebook monitora (também) posts não publicados

Facebook monitora (também) posts não publicados

Já não é novidade que o Facebook – e todas as outras redes sociais – monitora cada passo de seus usuários na rede. Mas o fato curioso é que a rede de Zuckerberg fez uma pesquisa coletando um tipo diferente de dado. Dessa vez, os alvos do estudo são os posts que não foram publicados pelos usuários. O objetivo era analisar a autocensura dos usuários. Para isso, dois pesquisadores do próprio Facebook reuniram o conteúdo de posts que foram digitados, mas não foram publicados. Quando o usuário concorda com os termos que constam nas políticas de uso e privacidade do site, ele permite também que suas informações sejam coletadas – inclusive as ações que não foram finalizadas, como pedidos de amizade que não foram aceitos. O monitoramento das postagens não publicadas foi feito pelo campo HTML de atualização de status ou novo comentário. Bastava digitar cinco caracteres no campo para o usuário começar a ter o seu comportamento monitorado, ele não precisava clicar em “Publicar”. Durante os 17 dias da pesquisa, 71% dos usuários digitaram um status ou um comentário, mas não o enviou. Em média, cada pessoa desistiu de publicar 4,5 atualizações de status e 3,2 comentários. Ao final do estudo, os pesquisadores verificaram que as pessoas ponderam muito antes de criar um post, pois a diversidade do público que irá visualizá-lo é muito grande. Por isso, os usuários se sentem menos censurados comentando em posts de amigos, já que ali a audiência é menor. Outra característica observada no estudo é que quanto maior a audiência, menor a chance de o usuário publicar um status ou comentário. Além disso, os homens são mais propensos à autocensura, principalmente se a maioria dos seus amigos na rede social for do sexo masculino. Recentemente, o Facebook anunciou que pretende monitorar até os movimentos do mouse pela página. Entretanto, o monitoramento das interações, até mesmo das que não aconteceram, pode ser usado pela rede social para melhorar o design e estimular que as interações ocorram.


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